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| Imagem: svetlanasokolva |
Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) é um termo genérico utilizado frequentemente para descrever psicoterapias baseadas no modelo cognitivo comportamental que busca embasar cientificamente a prática psicoterápica. Atualmente a TCC tem sido utilizada como um termo “guarda chuva” que abriga um conjunto vasto de psicoterapias que consideram o elemento da cognição e integram o que chamamos de Terapias de Terceira Geração ou Terceira Onda das Terapias Comportamentais.
No livro “Terapias Comportamentais de Terceira Geração: Guia para profissionais” Steven Hayes e Jacqueline Pistorello ressaltam a importância da psicologia baseada em evidências e o desenvolvimento da Terceira Geração da Terapia Cognitiva e Comportamental no Brasil e nos países de língua portuguesa caracterizando-a como sendo empírica, focada em princípios, sensível ao contexto e as funções dos fenômenos psicológicos. Existem várias psicoterapias de Terceira Onda, tais como: Terapia Comportamental Dialética (DBT), Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), Terapia Focada na Compaixão (CFT), Psicoterapia Analítico-funcional (FAP), Terapia Comportamental Integrativa de Casais (TCIC), Terapia dos Esquemas, Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT), dentre outras...
No artigo “Epistemologia da Terapia Cognitivo- Comportamental: casamento, amizade ou separação entre teorias” publicado pelo Boletim - Academia Paulista de Psicologia, os autores citam que a Terceira Onda da Terapia Cognitivo Comportamental sofre influência da Teoria da Complexidade que trata-se de um ramo da filosofia da ciência que tem como representantes: Edgar Morin, Isabelle Stengers e Ilya Prigogine.
Mas, se estamos vivenciando o advento da Terceira Onda, como aconteceu as duas primeiras?
A Primeira Geração foi iniciada a partir de um movimento contra as concepções clínicas que existiam na época, estudando o comportamento humano de forma objetiva e racional preocupando-se com o rigor científico, a partir disso, duas correntes comportamentalistas (neobehaviorismo e análise do comportamento) se uniram contra os paradigmas clínicos predominantes na época.
Embora os trabalhos experimentais sobre aprendizagem tenham sido iniciados no começo do século XX foi somente na década de 1950 que a abordagem ganhou força. Nessa Primeira Geração é bom destacar o pioneirismo de Ivan Pavlov com o experimento com cachorros descrito para a explicação do condicionamento clássico. Além disso, nesse momento, outros psicólogos como Watson, Edward Thorndike, Edmund Jacobson (que estudava o relaxamento muscular que acabou dando base para o uso do relaxamento progressivo na Terapia Comportamental e Terapia Cognitivo-Comportamental), Skinner e seus esforços sobre o condicionamento operante, dentre outros.
A segunda geração ocorreu na década de 1960, junto com o que ficou conhecido como o “Advento da Revolução Cognitiva”, onde já se questionava o motivo de pessoas serem expostas aos mesmos eventos e terem reações e percepções completamente diferentes. A partir desse momento, a ciência psicológica básica passava a se basear não somente na aprendizagem, mas também no processamento da informação. Nessa época, a Terapia Comportamental tinha os seus procedimentos já bem estabelecidos, a exemplo da dessensibilização sistemática e economia de fichas.
Nessa segunda geração, a partir de dados relacionados às pesquisas sobre depressão, ele havia feito um experimento com pacientes depressivos e os resultados encontrados eram diferentes dos encontrados conceitualmente pela psicanálise, Aaron Beck percebeu que os pacientes se tornavam refém de um conjunto de distorções cognitivas , a partir disso, ele desenvolveu uma psicoterapia que visava a flexibilização desses pensamentos incluindo mudanças nas cognições mal adaptativas. Ele lançou o livro “Terapia Cognitiva da Depressão” lançando as bases da abordagem.
Nesse momento, no contexto dessas abordagens há uma profunda mudança filosófica adotando como principal referencial filosófico o estoicismo tendo como representante Epicteto parafraseando-o “Nós não sofremos pelos fatos que acontecem em nossa vida, mas pela interpretação dos fatos que acontecem.” Com a realização de estudos e pesquisas que comprovam sua eficácia para o tratamento de uma variedade de transtornos psiquiátricos, o movimento da Segunda Onda foi ganhando cada vez mais força. Em 1990, a TCC se expandiu para diversos países e se tornou a força dominante em psicoterapia em quase todo o mundo.
Mas me conta, você se identifica com algum modelo de psicoterapia dessas três ondas?
No livro “Terapias Comportamentais de Terceira Geração: Guia para profissionais” Steven Hayes e Jacqueline Pistorello ressaltam a importância da psicologia baseada em evidências e o desenvolvimento da Terceira Geração da Terapia Cognitiva e Comportamental no Brasil e nos países de língua portuguesa caracterizando-a como sendo empírica, focada em princípios, sensível ao contexto e as funções dos fenômenos psicológicos. Existem várias psicoterapias de Terceira Onda, tais como: Terapia Comportamental Dialética (DBT), Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), Terapia Focada na Compaixão (CFT), Psicoterapia Analítico-funcional (FAP), Terapia Comportamental Integrativa de Casais (TCIC), Terapia dos Esquemas, Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT), dentre outras...
No artigo “Epistemologia da Terapia Cognitivo- Comportamental: casamento, amizade ou separação entre teorias” publicado pelo Boletim - Academia Paulista de Psicologia, os autores citam que a Terceira Onda da Terapia Cognitivo Comportamental sofre influência da Teoria da Complexidade que trata-se de um ramo da filosofia da ciência que tem como representantes: Edgar Morin, Isabelle Stengers e Ilya Prigogine.
Mas, se estamos vivenciando o advento da Terceira Onda, como aconteceu as duas primeiras?
A Primeira Geração foi iniciada a partir de um movimento contra as concepções clínicas que existiam na época, estudando o comportamento humano de forma objetiva e racional preocupando-se com o rigor científico, a partir disso, duas correntes comportamentalistas (neobehaviorismo e análise do comportamento) se uniram contra os paradigmas clínicos predominantes na época.
Embora os trabalhos experimentais sobre aprendizagem tenham sido iniciados no começo do século XX foi somente na década de 1950 que a abordagem ganhou força. Nessa Primeira Geração é bom destacar o pioneirismo de Ivan Pavlov com o experimento com cachorros descrito para a explicação do condicionamento clássico. Além disso, nesse momento, outros psicólogos como Watson, Edward Thorndike, Edmund Jacobson (que estudava o relaxamento muscular que acabou dando base para o uso do relaxamento progressivo na Terapia Comportamental e Terapia Cognitivo-Comportamental), Skinner e seus esforços sobre o condicionamento operante, dentre outros.
A segunda geração ocorreu na década de 1960, junto com o que ficou conhecido como o “Advento da Revolução Cognitiva”, onde já se questionava o motivo de pessoas serem expostas aos mesmos eventos e terem reações e percepções completamente diferentes. A partir desse momento, a ciência psicológica básica passava a se basear não somente na aprendizagem, mas também no processamento da informação. Nessa época, a Terapia Comportamental tinha os seus procedimentos já bem estabelecidos, a exemplo da dessensibilização sistemática e economia de fichas.
Nessa segunda geração, a partir de dados relacionados às pesquisas sobre depressão, ele havia feito um experimento com pacientes depressivos e os resultados encontrados eram diferentes dos encontrados conceitualmente pela psicanálise, Aaron Beck percebeu que os pacientes se tornavam refém de um conjunto de distorções cognitivas , a partir disso, ele desenvolveu uma psicoterapia que visava a flexibilização desses pensamentos incluindo mudanças nas cognições mal adaptativas. Ele lançou o livro “Terapia Cognitiva da Depressão” lançando as bases da abordagem.
Nesse momento, no contexto dessas abordagens há uma profunda mudança filosófica adotando como principal referencial filosófico o estoicismo tendo como representante Epicteto parafraseando-o “Nós não sofremos pelos fatos que acontecem em nossa vida, mas pela interpretação dos fatos que acontecem.” Com a realização de estudos e pesquisas que comprovam sua eficácia para o tratamento de uma variedade de transtornos psiquiátricos, o movimento da Segunda Onda foi ganhando cada vez mais força. Em 1990, a TCC se expandiu para diversos países e se tornou a força dominante em psicoterapia em quase todo o mundo.
Mas me conta, você se identifica com algum modelo de psicoterapia dessas três ondas?

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